O individualismo é uma das características significativas deste início de século. O tempo tem sido suficiente apenas para o indivíduo cuidar de sua própria vida. Ter filhos, portanto, não é mais tão importante, por isso, até a metade deste século verificaremos uma RETRAÇÃO DEMOGRÁFICA. Veremos a população diminuir.
SETEMBRO DE 2011
Alemanha abandona energia nuclear. Esta foi a pior notícia para os Estados Unidos no século 21. Eles apostavam num restabelecimento imediato após o Acidente de Fukushima, em abril de 2011, para que a energia nuclear, a que eles mais dominam, fosse aceita pelo mundo como uma energia limpa e segura. Perderam. Eles pagariam a conta do petróleo com a energia nuclear. O pior é que gastaram por conta. Em breve, vão declarar que não podem pagar a dívida do combustível.
JUNHO DE 2011.
Neymar, antes da Copa 2014, já será considerado pelos brasileiros o segundo melhor jogador de futebol do mundo e de todos os tempos, ficando atrás apenas de Pelé. Logo após a Copa 2014, o mundo também reconhecerá Neymar como o segundo melhor jogador de futebol do mundo e de todos os tempos.
MAIO DE 2011.
Haverá uma epidemia SEPARATISTA no século 21. O Brasil está fora dessa, porque a miscigenação o unifica. MARÇO DE 2011.
O ex-planeta PLUTÃO está prestes a escapar da órbita solar e se transformar num cometa, o fim de todos os planetas.
FEVEREIRO DE 2011.
A MODA não sobreviverá ao século 21, quando os valores individuais estarão definitivamente acima dos valores grupais ou coletivos. FEVEREIRO DE 2011.
Os ELEFANTES estão condenados a desaparecer da Terra, neste século, pelos mesmos motivos que os DINOSSAUROS. Tornaram-se máquinas biológicas obsoletas. São muito grandes, precisam de muita água e comida, não conseguem mais produzir e reter pelos, acumulam muito calor, tornam-se a cada dia mais lentos e dependentes. JANEIRO DE 2011.
Portugal é um país velho, que viveu sua juventude no século 16, na época das navegações, das descobertas e das colonizações. Porque ninguém vive duas juventudes, os países do velho mundo conservam suas experiências e seus conhecimentos renascentistas e românticos para sobreviver e evoluir.
O Brasil é um pais do Novo Mundo, forjado pela miscigenação, e que ainda não alcançou o seu clímax. Antes da metade deste século, quando mais da metade da população brasileira se apresentar como os mestiços de todos os povos, seremos verdadeiramente brasileiros e o Brasil se tornará o país mais rico do mundo. O maior e o melhor. JANEIRO DE 2011.
HEXA SÓ EM 2014
Artigo publicado quatorze meses antes da Copa da África, na Folha da Região do dia 15 de abril de 2009.
O Brasil não pode ser campeão da Copa do Mundo de Futebol de 2010, segundo os cartolas da FIFA (Federação Internacional de Futebol).
O Felipão só aceitou ser o treinador da seleção brasileira de futebol em 2002, na Copa Japão-Coréia, porque tinha “autorização” para ser campeão. E só a tinha porque a Itália e a Alemanha eram tricampeãs e nós éramos “apenas” tetra.
Em 2006, de acordo com os “futebólogos” da FIFA, o Brasil não podia ser campeão porque já era penta e se distanciaria demais dos tricampeões. Isso poderia diminuir o interesse da população mundial pelo esporte mais popular do mundo, ou seja, o Brasil não tinha “permissão” para ser campeão. Isso ficou evidente no comportamento do auxiliar técnico Mário Zagallo. Em 1994, quando foi tetra, Zagallo dizia convictamente para as câmeras após as vitórias da seleção brasileira: “Só faltam seis partidas”; “Só falta uma”. Em 2006, um repórter perguntou quantas partidas faltavam para o Brasil ser penta, mas o auxiliar técnico desconversou. Ele sabia que não seria campeão. Provavelmente é por isso que o Filipão não foi convidado nem aceitaria ser o técnico da seleção em 2006. Em 1998, também não podíamos ser campeões, tanto que Zagallo deixou o Edmundo (em grande fase) no banco e pôs em campo um jogador que se recuperava de uma convulsão (Ronaldo).
O Parreira, em 2006, sempre submisso aos cartolas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), aceitou convocar e escalar os jogadores que bateriam recordes em copas do mundo e deixou de fora aqueles que no ano anterior tinham vencido a Copa América sobre a Argentina por três a zero.
Insistiu com o Ronaldo (bem acima do peso) para que se tornasse o maior artilheiro em copas do mundo. Deixou no banco um Robinho para colocar em campo um jogador que não se preocupou com o próprio preparo físico, sabendo da proximidade da Copa, desrespeitando mais de 180 milhões de brasileiros. A verdade é que ele sabia que não estava liberado para ser campeão e foi atrás apenas de realizar objetivos pessoais.
O Roberto Carlos, o jogador de futebol, apesar de todos os bons serviços prestados ao futebol-Brasil, mostrou-se irritantemente cínico ao dizer que não tinha qualquer função no instante em que a França cobrou a falta que eliminou o Brasil em 2006. O lateral-esquerdo deixou de marcar o atacante francês que chegava pela direita porque estava ajeitando as meias. Gostaria de saber do técnico Parreira se nalgum momento de qualquer jogo algum jogador não tem o que fazer. Não podia nem mesmo pôr-se à frente do atacante francês?
Tudo já estava acertado. Dos times que cruzariam com o Brasil na fase eliminatória, a França é quem podia convencer o mundo de sua vitória, em campo, contra os brasileiros. Porque tinha Zidane etc.
Quem vai torcer pelo Brasil na África do Sul, vai perder tempo e dinheiro. Na dá para o Brasil ser hexa na África e hepta na América, em 2014. A não ser que “acertem” um outro macaranasso (Uruguai, 1950) para tornar ainda menos previsível e interessante o futebol. Mas, pela lógica dos “futebólogos” da FIFA, o melhor resultado na África seria um campeão inédito ou um tri para a Argentina. Isso explicaria a liderança da Argentina no ranking da FIFA mesmo sem conquistar um título há quinze anos, quando venceu a Copa América. Sem falar dos títulos questionáveis, como o campeonato mundial em 1986, em casa, a partir dos seis a zero sobre a seleção do Peru, justamente o resultado de que precisava para desclassificar o Brasil e seguir adiante na competição.
Explicaria também a escolha do “técnico” Dunga. O homem nunca treinou time algum. Nem a AEA. Para quem não tinha a menor experiência como treinador, que moral ele tinha para dizer que o Alexandre Pato não estava preparado para jogar pela seleção brasileira?
João Havelange manteve-se por 24 anos na presidência da FIFA; Ricardo Teixeira está há 19 anos na presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol); Nicolás Leoz é o comandante da CONMEBOL (Confederação Sul-Americana de Futebol) há 22 anos. São todos compadres, cuidam muito bem dos seus conselheiros para se manterem em seus cargos e fazem o necessário e o suficiente para não deixar que matem a galinha dos ovos de ouro.
Se o árbitro Carlos Eugênio Simon dá o título da Copa do Brasil para o Corinthians em 2002 é para alimentar o fanatismo corintiano. Se o Márcio Rezende de Freitas tira o título de campeão brasileiro do Santos em 1995 é para que não esqueçam o futebol carioca e se faz o mesmo contra o Internacional de Porto Alegre em 2005 é para não decepcionar a maior torcida do Estado mais rico do país. Interessantíssimo: Tanto Carlos Eugênio Simon quanto Márcio Rezende de Freitas, após erros desastrosos, foram indicados pela CBF para arbitrar na Copa do Mundo. Simon foi para a Copa em 2002 e 2006 e Freitas arbitrou a final mundial interclubes de 1996 e também trabalhou na arbitragem da Copa do Mundo de 1998.
Não quero falar das casas e dos agenciadores de apostas porque aí o jogo é baixo demais. Aproxima-se do inacreditável.
Vou torcer para a seleção brasileira em 2014, talvez até vá a alguma partida, se a Argentina ou um país que ainda não foi campeão vencer na África do Sul. 2010, esqueça!