Sugestão para o entroncamento da Avenida Prestes Maia com Avenida José Ferreira Batista
PARE alternativo no trânsito, à noite.
Os SEMÁFOROS, pelo menos depois da 23 horas, podem funcionar como um PARE alternativo, isto é, o motorista, quando encontra o sinal verde, passa; quando encontra o sinal vermelho, para, olha, o cruzamento não está sendo usado por outro veículo, passa também. O cruzamento está sendo usado, o motorista espera a desocupação do cruzamento ou o sinal verde, o que acontecer primeiro, e atravessa a rua ou avenida.
Ficar esperando, diante de um semáforo, sozinho, à meia-noite, ninguém passar não tem o menor sentido. Isso é abuso de autoridade em favor de risco contra a integridade física e psicológica do cidadão.
Aqueles sinais amarelos piscando ininterruptamente mais atrapalham que esclarecem. Dois veículos chegam simultaneamente ao cruzamento, encontram os sinais amarelos piscando sem parar, param e se perguntam: é a vez de quem?
Democracia Digital
Podemos pensar numa eleição para a prefeitura de uma cidade em que todos os eleitores são candidatos? O eleitor votaria num determinado CPF. De outro eleitor domiciliado em sua cidade. E que, segundo ele, pode ser um bom prefeito. O sistema apontaria os CPFs mais votados. Dentre esses, os vinte ou os quarenta mais indicados seriam os candidatos a prefeito num segundo turno.
Não só o prefeito seria o escolhido da população, mas, principalmente, os candidatos seriam escolhidos pelos eleitores. O sistema eleitoral eliminaria os vícios partidários. Os candidatos não sairiam de conchavos e arranjos eleitoreiros, de acordos espúrios, de falsas promessas.
Partidos? Quem precisa de partidos políticos? Desde o fim dos anos 1960 conquistamos a perspectiva e o direito de nos tornarmos a cada dia mais indivíduos. Somos sempre mais particulares. Privados. A tendência é que num futuro próximo cada ser humano tenha a sua própria ideologia, religião, filosofia, estética.
Não existe o partido político que consegue satisfazer ideologicamente a maioria dos seus filiados. Os políticos amontoam-se numa legenda, a que mais lhes convém no momento eleitoral, e isso é impossível de ser combatido. Não há nem poderia haver um detector ideológico para saber se tal filiado corresponde às expectativas de um determinado partido.
A história nos tem mostrado que os partidos pequenos continuam pequenos até que tenham um número surpreendente de votos. Quando caem na graça popular, o partido incha. Cresce assustadoramente. Todos querem ser candidatos por aquela legenda. Claro, tem votos! Assim, os partidos que nasceram a partir de boas ideias e aperfeiçoaram bons programas de governo foram degenerados e maculados pelos filiados oportunistas.
Na democracia partidária, uma pessoa tem de responder por muitas. O presidente de um partido responde pelas atitudes de todos os membros. Numa democracia digital, cada pessoa responde por si. Ela defende o seu próprio programa, a sua própria bandeira, tese ou teoria.
O mundo moderno exige sistemas modernos, inclusive eleitorais. Não podemos fazer de conta que os partidos representam ou são representados pelos seus políticos. Ninguém é igual a ninguém e nem poderia ser. Que sejam candidatos aqueles que têm a sua própria concepção da realidade e não aqueles que se encostam numa determinada legenda para se eleger e depois leiloar os seus votos numa casa legislativa.
O próximo presidente da República do Brasil, por exemplo, será a Dilma Rousseff ou o Aécio Neves. É uma democracia ainda bem pequena, porque tenho de escolher entre aqueles que já foram escolhidos. Os políticos decidem, entre eles, as minhas opções. O eleitor que não aprova este ou aquela está fora do processo eleitoral.
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